Não agüento mais ouvir falar do caso da menina Isabella. Nessas últimas semanas, vi rodas de conhecidos discutindo quem seria o assassino, por quais motivos teria sido cometido o crime, enfim, divagando em torno do assunto e levantando as mais ridículas teses. Vi mães de família percorrerem vários quilômetros até São Paulo "em busca de justiça". Vi um distrito policial literalmente parar no dia do interrogatório dos acusados, impossibilitando que outros casos relativos àquele DP fossem naquele dia lá oficializados. Vi jornalistas fazendo o trabalho de peritos criminais, explicando ao público, sedento por qualquer tipo de informação vinculada ao caso, de que forma o casal teria executado o crime. Foram confeccionadas maquetes do apartamento e cortadas redes de proteção, tudo objetivando "esclarecer" o telespectador sobre o crime (só a Luciana Gimenez mesmo).
É o cúmulo. Estou de saco cheio! Essas semanas me fizeram lembrar do mês em que o Brasil joga copa do mundo, quando "todo mundo" passa a entender de futebol (até as mulheres). Nesse caso, hoje são mais ou menos 180 milhões de detetives brasileiros, cada um com a sua tese, profundamente estudada e fundamentada. Enquanto isso, que tratamento estamos dando às mortes diárias de outros meninos e meninas brasileiras?
Como se não bastasse esse cenário trágico, no último final de semana fomos surpreendidos pela notícia do padre Aderli de Carli, que desapareceu na noite de domingo após tentar realizar um vôo amarrado a mil balões de festa, cheios de gás hélio. Com todo o respeito que o nobre sacerdote merece, mas me digam o que um padre quer mostrar para os seus fiéis ao encarar aventura tão perigosa? Na minha opinião, teria sido melhor que o pároco transmitisse sua mensagem de coragem e seus ensinamentos religiosos em terra firme, longe de qualquer perigo. Só para encerrar de maneira um pouco menos pesada, já ouvi gente questionando porque a igreja é contra o uso da camisinha e defende o uso dos balões... Até a próxima!!!

Um comentário:
Também não aguento mais o sensacionalismo que está se perpetuando sobre o caso Isabela. Lógico que é triste e até comovente, mas chega. Acontece coisa muito pior todos os dias. E não podemos ficar paralizados frente a um caso que não nos diz respeito enquanto a vida passa. Já com relação ao Padre é até difícil de explicar, seria cômico se não fosse trágico. Para brincar com os fatos em questão eu deixo um questionamento: Será que o Alexandre Nardoni pai da Isabela não está com a razão e realmente foi um terceiro que assassinou a menina? E sendo assim, será que esse terceiro não foi o Padre Carli?, que depois, qdo se deu conta das dimensões que o fato ganhou, se arrependeu, se encheu de balões e foi aos céus atrás de sua vítima para perdir perdão?
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