Em função da crise instaurada entre Venezuela e Colômbia, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, anunciou nesta terça-feira que vai denunciar o seu “hermano” venezuelano, Hugo Chávez, ao Tribunal Penal Internacional, por ter apoiado grupos terroristas (leia-se FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
"A Colômbia se propõe a denunciar Hugo Chávez, presidente da Venezuela, no Tribunal Penal Internacional por patrocínio e financiamento de genocidas", disse Uribe. As operações comerciais terrestres entre Colômbia e Venezuela foram suspensas em meio à crise diplomática, quando o governo venezuelano ordenou o fechamento da fronteira com a terra do Valderrama.
A tensão entre os dois países é cada vez mais crescente, tendo como estopim o ataque colombiano às FARC em território do Equador no último sábado. Há registro de movimentação de tropas na fronteira entre Colômbia e Equador. O capitão David Quiñónez, porta-voz da 4ª Divisão "Amazonas" do Exército, que tem sob seu comando a região da selva equatoriana, afirmou à agência AFP: "Está chegando pessoal de outras unidades para reforçar o controle no limite político".
Apesar disso, o presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou hoje que seu governo buscará uma solução pacífica para a crise. Ontem, o Equador havia anunciado rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia, depois que o governo de Uribe anunciou ter provas de elo entre o governo equatoriano e as FARC.
Em resposta à acusação, Correa afirmou que o ataque colombiano contra um acampamento das FARC no país frustrou a libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt e de outros dez reféns da guerrilha, que deveria ocorrer em março no território equatoriano. A troca de acusações constitui uma queda-de-braço entre o governo equatoriano e o colombiano, e faz com que a crise ganhe contorno continental.
"Lamento informar que as conversações estavam bastante avançadas para libertar no Equador onze reféns, entre eles Ingrid Betancourt", disse Correa em uma mensagem à nação, na qual justificou a ruptura das relações com Bogotá. "Tudo foi frustrado pelas mãos belicistas e autoritárias. Não podemos descartar que esta foi uma das motivações da incursão (colombiana) por parte dos inimigos da paz", afirmou o presidente equatoriano. A OEA (Organização dos Estados Americanos) deverá liderar nesta terça-feira uma reunião extraordinária do Conselho Permanente formado por 34 estados, para buscar de "maneira pacífica" uma solução para a crise entre os dois países, considerada grave pelo órgão.
"A Colômbia se propõe a denunciar Hugo Chávez, presidente da Venezuela, no Tribunal Penal Internacional por patrocínio e financiamento de genocidas", disse Uribe. As operações comerciais terrestres entre Colômbia e Venezuela foram suspensas em meio à crise diplomática, quando o governo venezuelano ordenou o fechamento da fronteira com a terra do Valderrama.
A tensão entre os dois países é cada vez mais crescente, tendo como estopim o ataque colombiano às FARC em território do Equador no último sábado. Há registro de movimentação de tropas na fronteira entre Colômbia e Equador. O capitão David Quiñónez, porta-voz da 4ª Divisão "Amazonas" do Exército, que tem sob seu comando a região da selva equatoriana, afirmou à agência AFP: "Está chegando pessoal de outras unidades para reforçar o controle no limite político".
Apesar disso, o presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou hoje que seu governo buscará uma solução pacífica para a crise. Ontem, o Equador havia anunciado rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia, depois que o governo de Uribe anunciou ter provas de elo entre o governo equatoriano e as FARC.
Em resposta à acusação, Correa afirmou que o ataque colombiano contra um acampamento das FARC no país frustrou a libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt e de outros dez reféns da guerrilha, que deveria ocorrer em março no território equatoriano. A troca de acusações constitui uma queda-de-braço entre o governo equatoriano e o colombiano, e faz com que a crise ganhe contorno continental.
"Lamento informar que as conversações estavam bastante avançadas para libertar no Equador onze reféns, entre eles Ingrid Betancourt", disse Correa em uma mensagem à nação, na qual justificou a ruptura das relações com Bogotá. "Tudo foi frustrado pelas mãos belicistas e autoritárias. Não podemos descartar que esta foi uma das motivações da incursão (colombiana) por parte dos inimigos da paz", afirmou o presidente equatoriano. A OEA (Organização dos Estados Americanos) deverá liderar nesta terça-feira uma reunião extraordinária do Conselho Permanente formado por 34 estados, para buscar de "maneira pacífica" uma solução para a crise entre os dois países, considerada grave pelo órgão.
Nota publicada no site anterior em 04/03/2008.

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