Hugo Chávez, presidente-ditador da Venezuela, deu mais uma grande mostra de seu poder naquele país, que caminha cada vez mais ao isolamento mundial frente às atitudes tão descabidas de seu maior governante.
Por ordem do presidente, a RCTV, mais antiga emissora de TV do país, foi fechada e proibida de continuar seus trabalhos. Quando faltavam poucos minutos para sair do ar, atores e comediantes se abraçaram e choraram. Em segundos, as telas dos aparelhos de TV sintonizados no canal 2 em todo o país ficaram pretos. Eram 23h59min de domingo, quando a RCTV deixou uma multidão de telespectadores órfãos.
"Longa vida à Venezuela! Vamos voltar em breve!" Foi com essa frase que o apresentador Nelson Bustamante encerrou a oração nos estúdios da Radio Caracas Televisión (RCTV) na noite de domingo.
A Rádio Nacional, do governo, não mencionava o fim da emissora. Àquela hora, ao vivo, tocava músicas típicas venezuelanas e o hino nacional do país. Em seguida, repórteres interromperam a programação falando sobre a expectativa para a chegada da Televisão Venezuelana Social (Teves), a emissora pública que passaria a ocupar o sinal da RCTV.
O novo canal deu início a suas transmissões à 0h20min com artistas cantando músicas pró-Hugo Chávez. Passou a mostrar também um programa de ginástica seguido por outro de entrevistas, intermediados com propaganda chavista.
Milhares de partidários do governo festejaram nas ruas quando ocorreu a mudança, vendo em grandes telões o sinal da RCTV ficar preto e, então, surgir a logomarca da Teves com as cores nacionais venezuelanas. Os manifestantes disparavam fogos de artifício e dançavam ao som da clássica salsa "Todo tiene su final", ou "Tudo chega ao fim".
Na contagem regressiva para a meia-noite, opositores batiam em panelas e tocavam sons de sirenes em protesto. Alguns fizeram disparos com armas de fogo para o ar. "A decisão de Chávez marca uma virada para o totalitarismo", disse Marcel Granier, diretor da RCTV .
Na tarde de ontem, os confrontos entre a oposição e chavistas recomeçaram. Quatro pessoas foram feridas à bala próximo a uma universidade do centro de Caracas. Durante todo o dia, jornais, rádios e emissoras de TV de vários países latino-americanos criticaram a decisão de Chávez de não renovar a concessão da RCTV, considerando o ato um ataque à liberdade de expressão.
Com o fechamento da RCTV, o canal de notícias Globovisión passa a ser o único aliado da oposição. Outras emissoras antes críticas a Chávez passaram a amenizar sua cobertura.
Pelo mundo, o jornal oficial cubano Granma, do partido comunista do país, elogiou a decisão do governo venezuelano de não-renovar a concessão da rede RCTV. O Granma foi praticamente o único veículo de comunicação da América Latina que se posicionou a favor da decisão chavista.
O jornal paraguaio ABC Color trouxe a manchete: "Chávez mata a liberdade na Venezuela", afirmando que a não-renovação da licença à RCTV é um "um giro para o totalitarismo".
No editorial intitulado "Outro Degrau", o jornal uruguaio El País afirma que o "neototalitarismo é uma forma de governo que começou a se expandir perigosamente pela América Latina, na qual governos legitimamente constituídos usam meios formalmente impecáveis que disfarçam fins espúrios". Segundo o periódico, Chávez não renovou a licença da RCTV porque a emissora não foi "submissa". Que absurdo!
No argentino Clarín, Teodoro Petkoff, diretor do jornal venezuelano Tal Cual, afirmou que Chávez está levando adiante "um plano para criar uma hegemonia midiática". Afirmou que, se a desculpa contra a RCTV foi seu "golpismo", a Venevisión (outro grande canal venezuelano) deveria ter sido tirado do ar há tempos.
É, meus amigos, vejam bem a realidade do mundo em que vivemos, ou melhor, do país que Chávez controla cada vez mais. O homem fez isso porque não gosta que falem mal dele. Assim, diminui cada vez mais a possibilidade de seus "comandados" saberem o que está acontecendo no seu país e no mundo. Estes só terão acesso aos canais e às informações que o governo achar pertinentes e interessantes aos seus objetivos.
Está praticamente instituída a república dos olhos vendados e ouvidos tapados, onde o governo escolhe aquilo que seus "súditos" poderão ler ou ouvir. Tais medidas chegam a lembrar Hitler! O pior de tudo é que parece que Hugo Chávez já tem um seguidor: seu colega Evo Morales, presidente da Bolívia. Torçamos todos para que esses países não voltem a viver a realidade dos anos mais duros da ditadura, pois tal hipótese não traria outras conseqüências diferentes de segregação humana, de todas as formas.
Fonte utilizada na pesquisa: http://www.clicrbs.com.br/. Acesso em 29/05/2007.
Notícia publicada no endereço anterior em 29/05/2007.

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