Depois de uma temporada em off, estou pensando em voltar...
Terei que estudar para editar os textos....
Daqui a pouco me animo e escrevo...
Valeu!!!
segunda-feira, 29 de março de 2010
terça-feira, 22 de abril de 2008
PRA QUÊ ISSO PADRE?
Não agüento mais ouvir falar do caso da menina Isabella. Nessas últimas semanas, vi rodas de conhecidos discutindo quem seria o assassino, por quais motivos teria sido cometido o crime, enfim, divagando em torno do assunto e levantando as mais ridículas teses. Vi mães de família percorrerem vários quilômetros até São Paulo "em busca de justiça". Vi um distrito policial literalmente parar no dia do interrogatório dos acusados, impossibilitando que outros casos relativos àquele DP fossem naquele dia lá oficializados. Vi jornalistas fazendo o trabalho de peritos criminais, explicando ao público, sedento por qualquer tipo de informação vinculada ao caso, de que forma o casal teria executado o crime. Foram confeccionadas maquetes do apartamento e cortadas redes de proteção, tudo objetivando "esclarecer" o telespectador sobre o crime (só a Luciana Gimenez mesmo).
É o cúmulo. Estou de saco cheio! Essas semanas me fizeram lembrar do mês em que o Brasil joga copa do mundo, quando "todo mundo" passa a entender de futebol (até as mulheres). Nesse caso, hoje são mais ou menos 180 milhões de detetives brasileiros, cada um com a sua tese, profundamente estudada e fundamentada. Enquanto isso, que tratamento estamos dando às mortes diárias de outros meninos e meninas brasileiras?
Como se não bastasse esse cenário trágico, no último final de semana fomos surpreendidos pela notícia do padre Aderli de Carli, que desapareceu na noite de domingo após tentar realizar um vôo amarrado a mil balões de festa, cheios de gás hélio. Com todo o respeito que o nobre sacerdote merece, mas me digam o que um padre quer mostrar para os seus fiéis ao encarar aventura tão perigosa? Na minha opinião, teria sido melhor que o pároco transmitisse sua mensagem de coragem e seus ensinamentos religiosos em terra firme, longe de qualquer perigo. Só para encerrar de maneira um pouco menos pesada, já ouvi gente questionando porque a igreja é contra o uso da camisinha e defende o uso dos balões... Até a próxima!!!
sexta-feira, 4 de abril de 2008
O CIRCO TRÁGICO DA TELEVISÃO.
Nosso cotidiano é repleto de dificuldades, tristezas e más notícias que, invariavelmente, transbordam nas telas do noticiário jornalístico nacional, na briga por muitas vezes desmedida em busca dos maiores índices de audiência dos telespectadores.
Por isso, não me alongarei ao escrever sobre o caso da menina Isabella, já conhecido pela maior parte da população brasileira, justamente em função dessa luta inescrupulosa das emissoras de televisão.
É claro que não se pode negar a importância destes meios de comunicação, que na sua grande maioria trazem informações relevantes, colaborando assim na formação da “opinião pública”. Mas os exemplos vistos nos últimos dias passaram ao largo da informação precisa e necessária que deveria chegar ao conhecimento dos telespectadores, quando inúmeros canais de televisão “aproveitaram” uma tragédia familiar para aumentar seus índices de audiência.
O “circo trágico” que se formou ao redor deste fato teve seu ápice ontem, quando os canais de televisão divulgaram trechos das cartas deixadas pelo pai e pela madrasta da menina, além de terem dado destaque às mensagens de apoio deixadas para a mãe da criança por inúmeros desconhecidos em um site de relacionamentos (leia-se orkut). Aqui, diminuo um pouco a “culpa” das emissoras, para dividi-la com os familiares da menina que, num momento tão triste, deveriam zelar com mais atenção sua privacidade, brecando tamanha exposição.
Por isso, não me alongarei ao escrever sobre o caso da menina Isabella, já conhecido pela maior parte da população brasileira, justamente em função dessa luta inescrupulosa das emissoras de televisão.
É claro que não se pode negar a importância destes meios de comunicação, que na sua grande maioria trazem informações relevantes, colaborando assim na formação da “opinião pública”. Mas os exemplos vistos nos últimos dias passaram ao largo da informação precisa e necessária que deveria chegar ao conhecimento dos telespectadores, quando inúmeros canais de televisão “aproveitaram” uma tragédia familiar para aumentar seus índices de audiência.
O “circo trágico” que se formou ao redor deste fato teve seu ápice ontem, quando os canais de televisão divulgaram trechos das cartas deixadas pelo pai e pela madrasta da menina, além de terem dado destaque às mensagens de apoio deixadas para a mãe da criança por inúmeros desconhecidos em um site de relacionamentos (leia-se orkut). Aqui, diminuo um pouco a “culpa” das emissoras, para dividi-la com os familiares da menina que, num momento tão triste, deveriam zelar com mais atenção sua privacidade, brecando tamanha exposição.
Não restam dúvidas que se trata de um crime bárbaro e de forte repulsa popular que, como tal, deve ter como conseqüência uma punição exemplar a quem quer que nele esteja envolvido. Todavia, “rechear” nossos televisores com informações absolutamente desnecessárias e que visam atingir os mais altos picos de audiência, é uma medida que deveria ser pensada com maior responsabilidade pelas nossas emissoras de televisão. Afinal, hoje a televisão é um dos maiores meios formadores da opinião pública, a qual muitas vezes é reflexo do que é transmitido em nossas telinhas.
O TRIÂNGULO DA DISCÓRDIA.
Em função da crise instaurada entre Venezuela e Colômbia, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, anunciou nesta terça-feira que vai denunciar o seu “hermano” venezuelano, Hugo Chávez, ao Tribunal Penal Internacional, por ter apoiado grupos terroristas (leia-se FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
"A Colômbia se propõe a denunciar Hugo Chávez, presidente da Venezuela, no Tribunal Penal Internacional por patrocínio e financiamento de genocidas", disse Uribe. As operações comerciais terrestres entre Colômbia e Venezuela foram suspensas em meio à crise diplomática, quando o governo venezuelano ordenou o fechamento da fronteira com a terra do Valderrama.
A tensão entre os dois países é cada vez mais crescente, tendo como estopim o ataque colombiano às FARC em território do Equador no último sábado. Há registro de movimentação de tropas na fronteira entre Colômbia e Equador. O capitão David Quiñónez, porta-voz da 4ª Divisão "Amazonas" do Exército, que tem sob seu comando a região da selva equatoriana, afirmou à agência AFP: "Está chegando pessoal de outras unidades para reforçar o controle no limite político".
Apesar disso, o presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou hoje que seu governo buscará uma solução pacífica para a crise. Ontem, o Equador havia anunciado rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia, depois que o governo de Uribe anunciou ter provas de elo entre o governo equatoriano e as FARC.
Em resposta à acusação, Correa afirmou que o ataque colombiano contra um acampamento das FARC no país frustrou a libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt e de outros dez reféns da guerrilha, que deveria ocorrer em março no território equatoriano. A troca de acusações constitui uma queda-de-braço entre o governo equatoriano e o colombiano, e faz com que a crise ganhe contorno continental.
"Lamento informar que as conversações estavam bastante avançadas para libertar no Equador onze reféns, entre eles Ingrid Betancourt", disse Correa em uma mensagem à nação, na qual justificou a ruptura das relações com Bogotá. "Tudo foi frustrado pelas mãos belicistas e autoritárias. Não podemos descartar que esta foi uma das motivações da incursão (colombiana) por parte dos inimigos da paz", afirmou o presidente equatoriano. A OEA (Organização dos Estados Americanos) deverá liderar nesta terça-feira uma reunião extraordinária do Conselho Permanente formado por 34 estados, para buscar de "maneira pacífica" uma solução para a crise entre os dois países, considerada grave pelo órgão.
"A Colômbia se propõe a denunciar Hugo Chávez, presidente da Venezuela, no Tribunal Penal Internacional por patrocínio e financiamento de genocidas", disse Uribe. As operações comerciais terrestres entre Colômbia e Venezuela foram suspensas em meio à crise diplomática, quando o governo venezuelano ordenou o fechamento da fronteira com a terra do Valderrama.
A tensão entre os dois países é cada vez mais crescente, tendo como estopim o ataque colombiano às FARC em território do Equador no último sábado. Há registro de movimentação de tropas na fronteira entre Colômbia e Equador. O capitão David Quiñónez, porta-voz da 4ª Divisão "Amazonas" do Exército, que tem sob seu comando a região da selva equatoriana, afirmou à agência AFP: "Está chegando pessoal de outras unidades para reforçar o controle no limite político".
Apesar disso, o presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou hoje que seu governo buscará uma solução pacífica para a crise. Ontem, o Equador havia anunciado rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia, depois que o governo de Uribe anunciou ter provas de elo entre o governo equatoriano e as FARC.
Em resposta à acusação, Correa afirmou que o ataque colombiano contra um acampamento das FARC no país frustrou a libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt e de outros dez reféns da guerrilha, que deveria ocorrer em março no território equatoriano. A troca de acusações constitui uma queda-de-braço entre o governo equatoriano e o colombiano, e faz com que a crise ganhe contorno continental.
"Lamento informar que as conversações estavam bastante avançadas para libertar no Equador onze reféns, entre eles Ingrid Betancourt", disse Correa em uma mensagem à nação, na qual justificou a ruptura das relações com Bogotá. "Tudo foi frustrado pelas mãos belicistas e autoritárias. Não podemos descartar que esta foi uma das motivações da incursão (colombiana) por parte dos inimigos da paz", afirmou o presidente equatoriano. A OEA (Organização dos Estados Americanos) deverá liderar nesta terça-feira uma reunião extraordinária do Conselho Permanente formado por 34 estados, para buscar de "maneira pacífica" uma solução para a crise entre os dois países, considerada grave pelo órgão.
Nota publicada no site anterior em 04/03/2008.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
O FIM DA ERA FIDEL.
Adorado por grande parte da população cubana - não discutirei aqui tais razões -, odiado por um expressivo número de cidadãos norte-americanos, por ter derrubado o líder do movimento pró-Estados Unidos, Fulgêncio Batista, em 01/01/1959 e, principalmente, respeitado pela maioria da população mundial em função de sua condição de líder de uma das derradeiras ditaduras remanescentes do último século, Fidel Castro anunciou nesta terça-feira que não voltará a governar o país.
Através de mensagem publicada no jornal oficial do Partido Comunista Cubano, o Granma, Fidel disse que não aceitará o cargo de Presidente do Conselho de Estado, para o qual vinha sendo eleito e ratificado desde 1976. O ditador baseou tal decisão em suas condições físicas, sendo que estava afastado do cargo há um ano e meio para tratar de problemas de saúde. Na nota, Fidel diz "não me despeço de vocês, desejo apenas combater como soldado das idéias", afirmando ainda que continuará escrevendo no Granma.
Fidel comandou o regime cubano como primeiro-ministro por 18 anos, passando à Presidência do país por escolha da Assembléia, eleita após a aprovação da Constituição Socialista de 1976. Desde agosto de 2006, estava afastado em virtude de uma operação, razão pela qual delegou suas funções ao irmão, Raúl Castro, que comanda o regime desde então.
Através de mensagem publicada no jornal oficial do Partido Comunista Cubano, o Granma, Fidel disse que não aceitará o cargo de Presidente do Conselho de Estado, para o qual vinha sendo eleito e ratificado desde 1976. O ditador baseou tal decisão em suas condições físicas, sendo que estava afastado do cargo há um ano e meio para tratar de problemas de saúde. Na nota, Fidel diz "não me despeço de vocês, desejo apenas combater como soldado das idéias", afirmando ainda que continuará escrevendo no Granma.
Fidel comandou o regime cubano como primeiro-ministro por 18 anos, passando à Presidência do país por escolha da Assembléia, eleita após a aprovação da Constituição Socialista de 1976. Desde agosto de 2006, estava afastado em virtude de uma operação, razão pela qual delegou suas funções ao irmão, Raúl Castro, que comanda o regime desde então.

Hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que já havia notado uma certa movimentação política em Cuba, na última vez que foi visitar Fidel Castro, o qual qualificou como “o único mito vivo da história da humanidade". Já o presidente norte-americano, George W. Bush, disse que "esse deve ser o começo de uma transição democrática para o povo de Cuba". Bush também disse esperar que o país possa em breve ter "eleições livres e justas, não o tipo de eleição organizada pelos irmãos Castro", além de pedir a libertação dos presos políticos mantidos pelo regime cubano. "São pessoas que foram colocadas na prisão porque ousaram falar o que pensam". Ele afirmou ainda que "os Estados Unidos vão ajudar o povo de Cuba a conseguir sua liberdade" (espero que não seja da mesma forma como Bush vem tentando fazer no Iraque).
A China saudou o 'dirigente revolucionário e velho amigo', manifestando o desejo de que ambos os países comunistas mantenham as boas relações. "O presidente Castro é um dirigente revolucionário profundamente amado pelo povo cubano e também um velho amigo do povo chinês", aduziu o ministério chinês das Relações Exteriores em um comunicado. O secretário de Estado francês para Assuntos Europeus, Jean-Pierre Jouyet, disse que "espera que o país siga pelo caminho da democracia". Segundo ele, Castro "não entendeu as evoluções do mundo nos anos 70 e 80". Entretanto, o secretário de Estado francês reservou alguns elogios ao líder cubano, ao afirmar que "garantiu uma certa independência frente à forte presença dos Estados Unidos na região".
O secretário de Estado de Exteriores da Itália para a América Latina, Donato Di Santo, pediu para as autoridades cubanas iniciarem "uma transição democrática" no país. Ele qualificou a decisão do líder cubano como um gesto "importante, nobre e esperado, tanto dentro como fora da Ilha". Segundo um porta-voz do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, "há agora uma oportunidade para fazer progressos para uma transição pacífica e uma democracia pluralista em Cuba", mas "estes são assuntos que competem à população cubana". Já o alto-representante da União Européia para Política Externa, o espanhol Javier Solana, disse esperar que a renúncia de Fidel leve Cuba a um processo de transição que seja "pacífico e rápido, com conseqüências positivas para a Ilha".
A China saudou o 'dirigente revolucionário e velho amigo', manifestando o desejo de que ambos os países comunistas mantenham as boas relações. "O presidente Castro é um dirigente revolucionário profundamente amado pelo povo cubano e também um velho amigo do povo chinês", aduziu o ministério chinês das Relações Exteriores em um comunicado. O secretário de Estado francês para Assuntos Europeus, Jean-Pierre Jouyet, disse que "espera que o país siga pelo caminho da democracia". Segundo ele, Castro "não entendeu as evoluções do mundo nos anos 70 e 80". Entretanto, o secretário de Estado francês reservou alguns elogios ao líder cubano, ao afirmar que "garantiu uma certa independência frente à forte presença dos Estados Unidos na região".
O secretário de Estado de Exteriores da Itália para a América Latina, Donato Di Santo, pediu para as autoridades cubanas iniciarem "uma transição democrática" no país. Ele qualificou a decisão do líder cubano como um gesto "importante, nobre e esperado, tanto dentro como fora da Ilha". Segundo um porta-voz do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, "há agora uma oportunidade para fazer progressos para uma transição pacífica e uma democracia pluralista em Cuba", mas "estes são assuntos que competem à população cubana". Já o alto-representante da União Européia para Política Externa, o espanhol Javier Solana, disse esperar que a renúncia de Fidel leve Cuba a um processo de transição que seja "pacífico e rápido, com conseqüências positivas para a Ilha".
O ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, disse que o Governo da Espanha acompanhará, ajudará e fará "tudo o possível" para que o futuro de Cuba seja "o melhor possível para todos os cubanos". Como Lula, Moratinos disse não estar surpreso com o anúncio, e afirmou que a decisão é "importante" e abre "um momento diferente" no país.
Por sua vez, a secretária espanhola para assuntos latino-americanos, Trinidad Jiménez, declarou que a renúncia de Fidel deve reforçar a capacidade de seu irmão de implementar um "projeto de reformas em Cuba". O líder dos comunistas russos, Gennady Ziuganov, disse que, apesar de sua renúncia, Fidel Castro continuará sendo o "líder nacional da Ilha da Liberdade", como Cuba era chamado na União Soviética. O presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pöttering, manifestou sua esperança de que a renúncia de Fidel Castro à Presidência de Cuba traga "mais liberdade" ao povo cubano. "Tomara que haja uma evolução democrática" na Ilha, acrescentou o presidente da Eurocâmara.
Na América Latina, o primeiro-ministro peruano, Jorge del Castillo, afirmou que, após o fim dos quase 50 anos de poder de Fidel Castro em Cuba, "é preciso fazer votos para que o processo de transferência de poder seja pacífico" e que "se oriente à vida democrática". Em entrevista a uma emissora peruana, ele afirmou que o processo de transição em Cuba deve ocorrer "em um marco de diálogo de integração" e "sem precipitações que possam originar fatos mais violentos os quais ninguém deseja”.
Como se percebe, o dia de hoje ficará marcado na história como aquele que marcou o fim da era Fidel (como aquele em que quase capturaram o capitão Jack Sparrow, em Piratas do Caribe). Pelo menos teoricamente, afinal, o homem ainda não morreu e, como visto, a maior tendência é a perpetuação de um representante de sua família à frente do poder cubano.
Para encerrar, vale citar algumas célebres frases do líder cubano que, ao “pendurar as chuteiras”, deixa muitos seguidores e inimigos, adoradores e adversários. Fidel assim questionou em certa oportunidade: "Em vez de nos agredirem como nos agridem, por que é que não fazem simplesmente uma pergunta: como é possível que Cuba em 30 anos tenha feito o que a América Latina não fez em 200 anos?”. "Esta noite milhões de crianças dormirão na rua, mas nenhuma delas é cubana". "Um revolucionário pode perder tudo: a família, a liberdade, até a vida. Menos a moral". "Viver acorrentado é viver na vergonha”. "A história me absolverá". Essa última, só vivendo para saber...
Nota escrita em 20/02/2008.
Por sua vez, a secretária espanhola para assuntos latino-americanos, Trinidad Jiménez, declarou que a renúncia de Fidel deve reforçar a capacidade de seu irmão de implementar um "projeto de reformas em Cuba". O líder dos comunistas russos, Gennady Ziuganov, disse que, apesar de sua renúncia, Fidel Castro continuará sendo o "líder nacional da Ilha da Liberdade", como Cuba era chamado na União Soviética. O presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pöttering, manifestou sua esperança de que a renúncia de Fidel Castro à Presidência de Cuba traga "mais liberdade" ao povo cubano. "Tomara que haja uma evolução democrática" na Ilha, acrescentou o presidente da Eurocâmara.
Na América Latina, o primeiro-ministro peruano, Jorge del Castillo, afirmou que, após o fim dos quase 50 anos de poder de Fidel Castro em Cuba, "é preciso fazer votos para que o processo de transferência de poder seja pacífico" e que "se oriente à vida democrática". Em entrevista a uma emissora peruana, ele afirmou que o processo de transição em Cuba deve ocorrer "em um marco de diálogo de integração" e "sem precipitações que possam originar fatos mais violentos os quais ninguém deseja”.
Como se percebe, o dia de hoje ficará marcado na história como aquele que marcou o fim da era Fidel (como aquele em que quase capturaram o capitão Jack Sparrow, em Piratas do Caribe). Pelo menos teoricamente, afinal, o homem ainda não morreu e, como visto, a maior tendência é a perpetuação de um representante de sua família à frente do poder cubano.
Para encerrar, vale citar algumas célebres frases do líder cubano que, ao “pendurar as chuteiras”, deixa muitos seguidores e inimigos, adoradores e adversários. Fidel assim questionou em certa oportunidade: "Em vez de nos agredirem como nos agridem, por que é que não fazem simplesmente uma pergunta: como é possível que Cuba em 30 anos tenha feito o que a América Latina não fez em 200 anos?”. "Esta noite milhões de crianças dormirão na rua, mas nenhuma delas é cubana". "Um revolucionário pode perder tudo: a família, a liberdade, até a vida. Menos a moral". "Viver acorrentado é viver na vergonha”. "A história me absolverá". Essa última, só vivendo para saber...
Nota escrita em 20/02/2008.
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